Que tal termos um papo cabeça?

30 Julho 2016, 3:49 pm Escrito por 
Beautiful dau! Um papo cabeça! Beautiful dau! Um papo cabeça!

Para tudo! Quem disse que intercâmbio depois dos 30, 40, 50 ou 60 é tarde demais?

Agora pega um café e vamos conversar....

Ok, geralmente quando chegamos aos 30/40, algumas coisas estão acontencendo ou já aconteceram na nossa vida. Essa idade pode representar o início da consolidação de uma carreira, casamento, filhos, aquisições de bens como uma casa e um carro e férias na casa de praia ou no sítio. Eita vida confortável! Para que mexer nisso tudo e entrar numa jornada desconhecida?

Então, se você se sente pleno em todos os departamentos da sua vida, não mexa em nada!

Mas se existe um vácuo que você não consegue explicar, considere mudanças!

A minha jornada está descrita no meu BLOG (pelo menos parte dela). Então, dá uma lida para entender o contexto do que estou escrevendo hoje.

O que eu estava buscando?

Para dizer a verdade, às vezes iniciamos uma busca sem saber exatamente o que estamos buscando.

Isso não é problema. Então, não fique demasiadamente preocupado porque você está sem direção. Falta de direção tem um aspecto muito positivo: o autoconhecimento.

Quando eu vim para Londres, eu tinha meus sonhos e planos: queria fazer minha pós-graduação, ter um inglês fluente (aquele que você não tem de pensar para falar e fala corretamente, além de entender vários sotaques com tranquilidade e poder se engajar numa discussão a qualquer nível!!) e repensar meu empreendimento no Brasil. Eu estava focada!

O fato de estar longe de tudo que eu conhecia e o desapego de valores que eu considerava primordiais naquele momento da minha vida deram início a questionamentos e a um profundo soul search (conhecimento da sua própria alma). O intercâmbio planejado para meses virou 20 anos…

Foi fácil?

Enquanto eu ainda estava no holiday mode (encarando tudo como umas férias) foi fácil. Eu sabia o que estava fazendo e o que ia acontecer, eu tinha meu plano. Mas quando eu comecei a questionar como eu queria, de verdade, mudar o rumo da minha vida, preencher aquele vácuo que eu estava sentindo e não sabia explicar… aí, as emoções começaram a se desvendar e não foi nada fácil! O pior de tudo foi ter que lidar comigo mesma, responder às minhas próprias perguntas. Medo de largar tudo, preocupações com o que foi deixado para trás, insegurança em achar meu lugar num mundo que não me pertencia (assim eu pensava!!) e uma infinidade de sentimentos. Alguns amigos e membros da família me apoiaram, outros me chamaram de louuuccaaa.

Então, para você que está lendo isso e se identificando com algumas passagens da minha vida, não é fácil! Para alguns dá certo e para outros não! Mas o dar certo ou não, é uma questão de debate e ponto de vista, pois a experiência de cada um é diferente. Assim, eu resolvi focar no "vai dar certo". Sim, eu sabia que a jornada ia ser longa, mas tinha certeza que a recompensa um dia aconteceria,... e aconteceu!

O que me fez ficar... o que eu encontrei?

A cada dia, mês e ano que passavam eu colecionava razões para continuar a minha jornada e virar um cidadã do Reino Unido e do mundo. Claro, vários motivos me motivaram a ficar, é sempre uma combinação de determinantes. Mas um estímulo muito grande foi a liberdade de expressão, de ir e vir, e a visão geral do povo britânico de que nada é impossível, tudo está ao seu alcance se você tiver a motivação de encarar o que é necessário! Um ensinamento: o britânico de forma geral é um povo de muita atitude positiva e bem simplista em sua forma de ver as coisas. Luxo aqui não é ter o carro do ano, uma casa de praia, roupas mais caras, mas, sim, tempo de usufruir a vida, um bom livro, viagens, cultura e família! Uma mudança de paradigma para mim, naquela época!

Encontrei aceitação. Descobri que se você estiver disposto a ter um papo cabeça consigo mesmo e abrir a sua mente, tudo é possível. Falar inglês para mim sempre foi importante, meu pai investiu em cursos desde que eu tinha 9 anos. Eu me formei professora de Inglês e tudo mais. Mas hoje eu digo aos meus amigos, clientes e família: invista no seu emocional, viaje, conheça o mundo, seja generoso consigo mesmo e abra um caminho de aprendizado que vai ajudar a formar suas decisões de vida. Meu conselho maior: não vire um robô da vida, que está programado para isso ou aquilo! Enfim, descubra-se e exponha-se a experiências.

Aprendizados

Foram muitos! Mas se eu não tivesse entrado naquele avião em 1998, provavelmente eu nunca teria tido a oportunidade de viajar por esse mundão de Deus e conhecer pessoas em pelo menos dez países diferentes. Nunca teria conhecido vilarejos lindos da Inglaterra, fora dos planos turísticos das agências de viagem, e outros países; não teria firmado residência no País de Gales; não teria tido todas as experiências profissionais que tive; não teria tido toda a diversão que tive; não teria tido tantas coisas. As experiências teriam sido diferentes (não melhor ou pior), mas ainda bem que foram assim como eu vivi. Porém, o mais importante, é que definitivamente não teria tido a oportunidade de trabalhar com o que mais gosto no mundo: conhecer pessoas novas, saber um pouquinho da estória de cada um, influenciar a vida de muita gente de forma positiva. Isso se chama REALIZAÇÃO!

Mas isso é história para uma outra conversa.

Fica a dica….

Um intercâmbio pode ser o caminho dessa jornada de autoconhecimento, que poderá proporcionar vários benefícios na sua vida!

Concorda?...

Assinatura Claudia

Claudia Rabello Strugnell

Sócia-diretora – brasileira, residente no Reino Unido desde 1998, formada em Administração de Empresas, completou sua pós graduação em Recursos Humanos no Reino Unido, possui especialização na área de gerenciamento de projeto. Tem um excelente entendimento dos sistemas de ensino britânico e brasileiro. Responsável pela parte financeira e marketing da JC International.

E-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Deixe um comentário

Certifique-se de preencher os campos indicados com (*). Não é permitido código HTML.